A população do Piauí está assistindo uma demonstração de exercício da cidadania; opondo-se ao aumento no preço da passagem de ônibus, os estudantes da capital dão exemplo de resistência; ontem uma mobilização dos estudantes somou cerca de três mil pessoas na Avenida Frei Serafim. O movimento, que conta com a intensa participação dos estudantes de todos os âmbitos da educação (básica e superior, pública e privada), vem ganhando apoio; estima-se que número muito maior de estudantes estará presente, hoje, em frente à Câmara Municipal.
Talvez nenhum argumento justifique o não apoio às manifestações pacíficas, especialmente dos estudantes, a resistência à opressão é, provavelmente, a maneira mais eficiente de exigir a positivação do direito justo e o exercício concreto do direito subjetivo garantido no ordenamento jurídico, neste sentido, ainda no século XIX, o jurista alemão Rudolf Von Ihering: ...O despotismo sempre teve início com violações das regras de direito privado, com atos de desrespeito ao indivíduo... A força de um povo equivale à força do seu sentimento de justiça... (IHERING)
Alguns direitos são base para a dignidade humana, as liberdades de expressão e de locomoção, os direitos de reunião, de manifestação e de oposição, dentre outros. Sobre o desenvolvimento desses direitos humanos – enquanto direito de ter direitos – foram inicialmente reconhecidos e consagrados como resposta às atrocidades ocorridas na segunda guerra mundial; não de forma aleatória, mas fruto de um longo processo de resistência à opressão, originariamente imposta pelos sistemas totalitários e, atualmente, mesmo pelos sistemas democráticos, em que há discordância entre os direitos positivados e aqueles efetivamente exercidos.
Manifestação e reivindicação dos estudantes são legítimas, certamente fazem jus a um apoio social geral e intenso; ademais, suas reivindicações coincidem com os anseios da maioria da população – usuários do transporte público municipal – que sofre silenciosamente os efeitos de um gasto com transporte de mais de 20% de toda a sua receita.
Destaque-se a total desvinculação entre a legítima manifestação e os atos de violência – caso de polícia. Como em qualquer setor da sociedade, seja entre médicos, advogados, engenheiros, contadores, empresários, professores, jornalistas... existem pessoas sérias e comprometidas com a verdade e outras antagônicas à tais qualidades; pessoas que vêem o manifesto como uma oportunidade de extravasar seus instintos primatas, um momento adequado para o cometimento de crimes (tentativa de se esconder atrás da multidão – como se não pudessem ser identificados), ou ainda, uma oportunidade de promoção pessoal. Certamente que os referidos “animais” são imensa minoria, a pretensão geral é o direito de locomoção por meio de uma tarifa acessível.
Talvez nenhum argumento justifique o não apoio às manifestações pacíficas, especialmente dos estudantes, a resistência à opressão é, provavelmente, a maneira mais eficiente de exigir a positivação do direito justo e o exercício concreto do direito subjetivo garantido no ordenamento jurídico, neste sentido, ainda no século XIX, o jurista alemão Rudolf Von Ihering: ...O despotismo sempre teve início com violações das regras de direito privado, com atos de desrespeito ao indivíduo... A força de um povo equivale à força do seu sentimento de justiça... (IHERING)
Alguns direitos são base para a dignidade humana, as liberdades de expressão e de locomoção, os direitos de reunião, de manifestação e de oposição, dentre outros. Sobre o desenvolvimento desses direitos humanos – enquanto direito de ter direitos – foram inicialmente reconhecidos e consagrados como resposta às atrocidades ocorridas na segunda guerra mundial; não de forma aleatória, mas fruto de um longo processo de resistência à opressão, originariamente imposta pelos sistemas totalitários e, atualmente, mesmo pelos sistemas democráticos, em que há discordância entre os direitos positivados e aqueles efetivamente exercidos.
Manifestação e reivindicação dos estudantes são legítimas, certamente fazem jus a um apoio social geral e intenso; ademais, suas reivindicações coincidem com os anseios da maioria da população – usuários do transporte público municipal – que sofre silenciosamente os efeitos de um gasto com transporte de mais de 20% de toda a sua receita.
Destaque-se a total desvinculação entre a legítima manifestação e os atos de violência – caso de polícia. Como em qualquer setor da sociedade, seja entre médicos, advogados, engenheiros, contadores, empresários, professores, jornalistas... existem pessoas sérias e comprometidas com a verdade e outras antagônicas à tais qualidades; pessoas que vêem o manifesto como uma oportunidade de extravasar seus instintos primatas, um momento adequado para o cometimento de crimes (tentativa de se esconder atrás da multidão – como se não pudessem ser identificados), ou ainda, uma oportunidade de promoção pessoal. Certamente que os referidos “animais” são imensa minoria, a pretensão geral é o direito de locomoção por meio de uma tarifa acessível.
Ao contrário do que se possa tentar fazer acreditar:
os atos dos criminosos não apagam nem mancham o belo projeto, o legítimo movimento popular que representa as liberdades e os direitos humanos historicamente conquistados e hoje defendidos pelos nossos educandos.
Aplausos aos estudantes
Apoio ao movimento pacífico
Repúdio A qualquer tipo de violência
...
Vejam as entidades que lançaram a nota a favor dos protestos e contra o vandalismo:
CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
DCE – Diretório Central dos Estudantes da UFPI
UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
UNE – União Nacional dos Estudantes
UJS – União da Juventude Socialista
FAMEPI – Federação das Associações de Moradores do Estado do Piauí
ADUFPI – Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí
SINPRO – Sindicato Dos Professores e Auxiliares da Administração Escolar do Estado do Piauí
DCE – Diretório Central dos Estudantes da UFPI
UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
UNE – União Nacional dos Estudantes
UJS – União da Juventude Socialista
FAMEPI – Federação das Associações de Moradores do Estado do Piauí
ADUFPI – Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí
SINPRO – Sindicato Dos Professores e Auxiliares da Administração Escolar do Estado do Piauí
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